sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Yukio Mishima - "Actos de Adoração" / "Mikumano Mode"


Yukio Mishima
"Actos de Adoração" / "Mikumano Mode"
Bertrand Editora - Pág.238

«É estranho como as nossas memórias de juventude  surgem tão sem vida.Por que motivo o  acto de crescer  e as nossas lembranças do próprio crescimento têm que ser tão trágicas? Ainda não encontrei a resposta. Duvido que alguém a tenha encontrado.. Quando chegar finalmente àquela fase em que a calma sabedoria da velhice e a claridade seca que surge no Outono da vida descem acidentalmente sobre uma pessoa, então também eu poderei,, de repente, descobrir que entendo. Mas duvido que por essa altura esse entendimento tenha muito significado,»

in "Cigarro"
Yukio Mishima


"Actos de Adoração - Sete Histórias" de Yukio Mishima é uma antologia que reúne cinco contos e duas novelas, que preenchem um arco temporal que vai de 1946 a 1965, sendo possível detectar a evolução da escrita do célebre escritor japonês, que neste novo milénio, anda esquecido de todos.
John Bester o tradutor da edição inglesa assina o prefácio deste livro, mas desde já recomendamos que deixe essa leitura para o final, para assim usufruir de forma plena a genialidade de Yukio Mishima.

Rui Luís Lima

domingo, 9 de setembro de 2018

W. H. Smith - Paris


A "W. H. Smith" em Paris, na Rue do Rivoli. 
uma das nossas livrarias favoritas, 
(para adquirir livros em inglês).

sábado, 8 de setembro de 2018

Tropismes - Bruxelas


A fabulosa Livraria Tropismes em Bruxelas, 
onde o Livreiro conhece tudo o que mora por ali 
e nos oferece sempre a sua simpatia inesquecível.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Shakespeare and Company - Paris


A maravilhosa "Shakespeare and Company" em Paris, 
onde encontrámos duas jovens bem simpáticas.
que navegam nos livros como 
perfeitas timoneiras literárias!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Gibert Joseph - Paris


A cativante "Gibert Joseph",
do Boulevard Saint-Michel, em Paris 
(onde não resistimos ao Amor de Perdição dos livros!)

terça-feira, 21 de agosto de 2018

“1907 – No advento da República” - Jorge Couto (Apresentação) / Manuela Rêgo (Coordenção)


“1907 – No advento da República” 
Jorge Couto (Apresentação) 
Manuela Rêgo (Coordenção) 
Biblioteca Nacional 

Três anos antes da celebração do Centenário da Implantação da República (1910) a Biblioteca Nacional levou a efeito diversas mostras documentais da época que então se vivia, nas vésperas da Revolução que iria terminar com a Monarquia e implantar a República, tendo também editado diversos livros sendo o primeiro precisamente “1907 – No advento da República”, que recomendamos desde já a todos os candidatos a jornalistas, para nunca se esquecerem do que significava escrever em ditadura ou, se preferirem, em regime absolutista, com um “marquês de Pombal” chamado João Franco. 

Os jornais viam suspensa a sua publicação por 30 dias ou mais, quando as notícias não agradavam ao poder, Guerra Junqueiro era condenado a 50 dias de prisão, tendo feito a sua própria defesa em tribunal, sendo o texto desta sua defesa incluído neste livro, e é magnífico. A Câmara Municipal de Lisboa é dissolvida em Junho, o clima de descontentamento e conspiração era constante, greves, revoltas estudantis, atentados, jornais impressos clandestinamente, tudo passa por este belo livro, que nos conduz a uma época, por aqueles que a viveram e escreveram e nada melhor do que terminar dando a voz a Aquilino Ribeiro, após o fabrico de uns explosivos que… 

“Lá me foi desanichar um agente, não sei por denúncia de quem, se da rapariga (…) se do homem transtornado que me interpelou, se na rotina da investigação. Desci entre dois agentes da Polícia Secreta a ingreme rua.” 

Nota: A 1 de Dezembro de 1907 é disputado a primeira partida entre o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa, futuro Sport Lisboa e Benfica, realizada em Carcavelos. O país do Futebol estava a nascer, mas isso também ainda ninguém sabia e só um século depois daríamos por ele, ao invadir-nos o quotidiano na Imprensa e na Televisão. 

Rui Luís Lima 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Patricia Highsmith - “Levemente, Levemente ao Vento” / “Slowly, Slowly in the Wind”


Patricia Highsmith 
“Levemente, Levemente ao Vento” / “Slowly, Slowly in the Wind” 
Distri – Pág, 222 
1984 

Pertenço a essa categoria de leitores que adoram ler contos e assim me tornei admirador de escritores tão distintos como Francis Scott Fitzgerald, Jorge Luís Borges, Ernest Hemingway, Raymond Carver, John Cheever, Erskine Caldwell, Lawrence Durrell com as aventuras de Antropus, Georges Simenon e Maigret, Agatha Christie e Poirot e Patricia Highsmith. Certamente esqueci-me de muitos outros e se voltasse a esta crónica noutro dia, a lista de nomes iria certamente crescer, mas o que me interessa aqui é esse jogo cinéfilo dos tais filmes que levaria para a tal ilha deserta, mas passando a usar contos em vez de filmes e colocando a questão: se só te deixassem levar para a ilha apenas um conto, qual seria ele? 

A resposta, que inicialmente poderia parecer complexa, termina por ser muito simples: Patricia Highsmith e “O Homem Que Escrevia Livros na Cabeça” / “The Man Who Wrote Books in His Head”, que foi publicado pela primeira vez em 1973 na “New Review” e surgiria a abrir este livro de contos intitulado “Levemente, Levemente ao Vento” / “Slowly, Slowly in the Wind”, publicado entre nós pela Distri em 1984. Todos os contos incluídos neste volume viram a luz do dia durante a década de 70, século XX, em diversas publicações dedicadas às famosas “short-stories”, mas este conto ficou para sempre na minha memória e como gosto de partilhar os meus pequenos prazeres, deixo-vos o convite para perderem dez minutos do vosso precioso tempo e lerem este conto genial de Patricia Highsmith.



“E. Taylor Cheever escrevia livros na cabeça, nunca no papel. À data da sua morte, com sessenta e dois anos, escrevera catorze romances e criara cento e vinte e sete personagens, das quais se recordava distintamente.” 

Assim começa o mais belo e fascinante conto que li em toda a minha vida e quantos de nós já não escrevemos contos, novelas e romances na cabeça, quando sonhamos, acordados ou a dormir? 

Boas leituras! 

Rui Luís Lima